Antes de renovar o seu passaporte e comprar uma passagem só de ida para a gringa após ler este título… respira, prende e passa. Relaxa, vamos conversar um pouco sobre a marijuana aqui no Brasil.

A  maconha e o seu uso tem sido assuntos muito discutidos ultimamente. E isso é muito bom, na verdade, é ótimo! Quanto mais falarmos sobre o tema, seja na escola, no trabalho, com os nossos amigos, filhos, pais, professores, médicos, cientistas e até aqui, na tal da internet, melhor. Informação nunca é demais e vale pra tudo nesta vida. Aliás, como você deve saber, pesquisas recentes mostram que SIM, a maconha prejudica o cérebro. E outras pesquisas também recentes revelam que NÃO, fumar um baseado não vai te deixar menos inteligente do que você já é (mesmo fumando na adolescência). É quase o mesmo lance de beber café. Numa semana o Globo Repórter ou a revista Veja dizem que faz bem pra saúde… e no mês seguinte afirmam que faz mal, numa rotatividade de conclusões que se contradizem incessantemente.

O lance, na minha humilde opinião, é que a maconha é como a maioria das substâncias encontradas na natureza ou até as industrializadas. O seu uso (benefício x malefício) vai depender do organismo de cada indivíduo e da frequência com que se consome, óbvio. Conheço pessoas que já fumaram e disseram “não bater nada” e, justamente por isso, nunca mais repetiram a experiência. Outras fumam e ficam “viajandooooooooonas”, não conseguindo se controlar em público e, obviamente, jamais poderiam fumar no ambiente de trabalho, ao menos que sejam os atores que se fantasiam de Teletubbies. E também conheço quem fume e fique ~mais criativo~, sem que isso atrapalhe no seu rendimento do trabalho ou no dia-a-dia. Para estas últimas, fazer uma fumaça pode até ser favorável em alguns aspectos. Digo “alguns”, porque inalar fumaça, seja ela qual for, nunca será saudável e você sabe disso. Pode tentar de qualquer tipo, do incenso, narguile, cigarro de palha, cigarro industrializado, escapamento (não faça isso) ou o que for. Cabe a você decidir o que fazer com o seu próprio corpo e mente.

A questão é que nunca conheci na minha vida alguém que tenha fumado um cigarrinho de artista e arrumado confusão com alguém. Ou batido o carro, causado um acidente de trânsito ou estado próximo de uma overdose. Quanto aquela cervejinha aos finais de semana, já não posso dizer o mesmo. Fumar maconha não é crime (?), mas traficar é. Queria saber em qual farmácia a galera anda comprando então. Será que realmente as leis e governantes do nosso país não precisam falar, discutir e tomar soluções plausíveis quanto ao uso e comercialização da maconha?

Segundo uma matéria divulgada pela Revista Superinteressante, “No Brasil, desde 2006, não há pena de prisão para usuários de drogas. Pela lei, quem é apanhado com pequenas quantidades de substâncias ilícitas tem a droga apreendida, é levado à delegacia e depois a um juiz. Ao juiz, cabe escolher entre três punições: prestação de serviços à comunidade, curso sobre os males das drogas e advertência. Que crime é esse que é punido com “advertência”? Efetivamente, os juristas não sabem se o uso de drogas é crime ou não no Brasil. Não houve nenhuma lei determinando a “descriminalização” do usuário, mas, segundo o Código Penal, crime é aquilo “a que a lei comina pena de reclusão ou detenção” – em outras palavras, crime é quando dá cadeia. Ou seja, o uso de drogas no Brasil está num limbo jurídico. É crime, mas não é“. Pra quem ainda não assistiu, aqui tem o link de Quebrando o Tabu, um documentário brasileiro que revela diferentes vozes e reflexões sobre o tema.

maconha

Mas e o uso medicinal, pode? Canabidiol é o nome de uma das substâncias encontradas na cannabis sativa, nome científico da maconha. Ela não tem efeito psicotrópico, ou seja, não te deixa lesadinho ou dá barato, mas segundo o psiquiatra e neurocientista José Alexandre Crippa, ela possui diversas propriedades benéficas para as seguintes doenças: esquizofrenia, Parkinson, fobia social, convulsões, transtorno do sono, diabetes tipo 2 e até mesmo a cura na dependência de drogas químicas, como a cocaína ou crack. Aqui no site do doutor Dráuzio Varela você pode ler mais à respeito deste assunto. Apesar disso, vale ressaltar que o doutor José Alexandre Crippa defende apenas o uso medicinal e não o recreativo da cannabis.

Como você pode perceber, ainda há muito a ser discutido sobre a maconha. E esta conversa deve ser incentivada, sempre.

Ah, e voltando a falar sobre o título desta matéria, sim, algumas empresas americanas estão permitindo abertamente que os seus funcionários fumem um baseado durante a jornada de trabalho. Obviamente, isso acontece nos estados americanos nos quais a erva é liberada para o uso recreativo, no total são quatro: Alaska, Oregon, Colorado e Washington (Distrito de Columbia).

Denver’s Flowhub é uma desenvolvedora de softwares criada no ano passado. E pela sua fanpage no facebook, dá pra ver que a maconha não só é incentivada, mas todo o negócio (business) gira em torno disso. Inclusive, os sócios afirmam que fumam beck durante as reuniões e que isso em nada atrapalha com o rendimento ou performance. “Novas ideias e diferentes perspectivas de vermos as coisas podem surgir após uns tragos“, diz Kyle Sherman, um dos donos da empresa. Outras empresas que permitem o uso de maconha pelos funcionários são a High There! e a MassRoots, ambas relacionadas a sites de social media para os amantes da marijuana. E se você acha que este tipo de empresa não pode ser levada a sério, saiba que esta última conseguiu um financiamento de US $ 4,4 milhões para o pontapé inicial. E segundo o seu fundador, Isaac Dietrich, ele estava fumando maconha quando isso aconteceu.

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