Liberdade de expressão
é diferente de discurso de ódio, incitação ao preconceito e discriminação.

Infelizmente, muita gente acaba usando o termo “liberdade de expressão” para cometer crimes como injúria, atentado ao pudor, constrangimento público e até difamação. Mas, pra quem não sabe, isso pode causar processos judiciais ou até demissões.

Dois casos públicos recentes tiveram como protagonistas dois apresentadores de TV que foram demitidos por racismo e homofobia, respectivamente, William Waack (Rede Globo) e Fábio Araújo (TV Tambaú, afiliada do SBT).

William Waack usou o termo “coisa de preto” de maneira pejorativa e racista num comentário gravado e divulgado sem que ele soubesse por um membro da sua equipe de produção. Devido à repercussão, ele foi afastado, (se desculpou) e finalmente foi demitido da emissora que trabalhou por mais de 20 anos.

Já o apresentador Fábio de Araújo tentou ridicularizar Pabllo Vittar durante a exibição do noticiário. Aos risos, ao invés de usar o telejornal para educar a população, acabou incitando um comportamento totalmente inadequado. Ele exibiu o seguinte trecho da música do cantor Falcão ao se referir à Pabllo: “Homem é homem, menino é menino, macaco é macaco e viado é viado”.

Como resultado, também foi demitido e a seguinte nota oficial foi divulgada pela emissora:

“O apresentador teve um posicionamento que não condiz com os valores defendidos pela RTC. Em respeito ao ser humano, independentemente de crença, classe, etnia, gênero e/ou orientação sexual. Informamos ainda que foram tomadas medidas administrativas para que tal fato não volte a ocorrer. Dessa forma, pedimos desculpas aos nossos internautas e telespectadores e todos aqueles que se sentiram desrespeitados por tal atitude”.

Aliás, sempre que você ler ou presenciar algum comentário racista, homofóbico ou preconceituoso, denuncie.

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