Muitas curiosidades envolvem a última casa residencial da avenida Paulista, o Palacete Franco de Mello. Construído em 1905, ele tem um total de 35 cômodos e 600 metros de área construída. Quem passa por lá a pé, sempre acaba virando o pescoço para tentar desvendar os seus mistérios. 

O imóvel foi tombado em esfera estadual (Condephaat) em 1992, mas um morador da família ainda reside por lá, apesar da imprensa ter divulgado em 2014 que a casa iria abrigar o Museu da Diversidade. Ao que tudo indica, a família Franco de Mello e o governo ainda não entraram num acordo quanto a isso. Por lá já passaram feiras de adoção de animais, bazares, eventos e até festas. Mas a novidade colorida que surgiu no dia 10 de abril foi o muro externo todo grafitado.

E o dono do palacete, que prefere não se identificar, disse: “Eu adorei, foi uma bela surpresa. Espero que parem de pintar coisas sobre política no meu muro e deixem esta arte por muito tempo”. 

 

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Mais curiosidades:

– Joaquim Franco de Mello, que dá nome ao casarão, foi um rico coronel e agricultor que fundou a cidade de Lavínia, no interior paulista, em homenagem a sua esposa que tinha este mesmo nome.

– Franco de Mello residiu neste imóvel com a sua mulher e seus três filhos: Raphael Franco de Mello, Rubens Franco de Mello e Raul Franco de Mello.

– O palacete, considerado patrimônio público, foi tombado em 1992 mas a família nunca foi devidamente indenizada por isso. Isso acabou causando um prejuízo imensurável a eles, que ficaram impossibilitados de vender, reformar ou lucrar com o imóvel.

– Em agosto de 2000 o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) aceitou a solicitação de Franco de Mello e condenou o Estado de São Paulo a pagar ao herdeiro do palacete uma indenização de 55 milhões de reais.

– O governo paulista acabou recorrendo quanto a esta decisão e desde então a família e o estado travam uma batalha judicial.

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