O desastre ocorrido em novembro de 2015 em Marina, Minas Gerais, com o rompimento das barragens de lixo tóxico da Samarco, é considerado um dos maiores crimes ambientais do mundo. E segundo a Bowker Associates Science & Research, uma entidade de pesquisa norte americana, é o maior desastre envolvendo barragens da história mundial dos últimos 100 anos. 

Hoje, dia 3 de maio de 2016, o site do Ministério Público Federal (MPF) publicou uma ação que estima um valor de reparação no valor de R$ 155 bilhões. A liminar é contra as empresas:
–  Samarco Mineração S.A,
– Vale S/A

e BHP Billiton Brasil Ltda, e também contra a União e os Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo.

A intenção é que todos os envolvidos sejam obrigados a reparar integralmente os danos sociais, econômicos e ambientais causados pelo rompimento.

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Numa ação de 359 páginas, o MPF formula mais de 200 pedidos contra as partes. Um dos requerimentos sugere que as empresas Samarco, Vale e BHP, de forma solidária, depositem em um fundo privado próprio o valor inicial de R$ 7,7 bilhões. Este valor seria correspondente a apenas 5%  dos danos causados. Além disso, que também apresentem garantias idôneas à plena reparação dos prejuízos causados pelo desastre.

Leia aqui a ação na íntegra.

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