Quando Helen Beristain, grega e naturalizada americana, votou em Donald Trump para presidente jamais imaginou que o seu marido, um mexicano sem documentação e ilegal no país, poderia ser deportado.

“Pensei que somente más pessoas seriam deportadas, mas não as trabalhadoras como o meu marido”, disse ela para um jornal local.

O marido em questão é Roberto Beristain, proprietário de um restaurante em Indiana, que chegou nos E.U.A. em 1998 para visitar uma tia. Sim, ele deu um jeitinho e acabou ficando.


(Na foto acima, Roberto ao centro com a sua família)

Roberto já havia tido problemas com a imigração no passado ao cruzar a fronteira para visitar o Canadá. Na época, foi apenas notificado para ajustar a sua documentação, algo que ele acabou não fazendo.

E atualmente, no governo Trump, as políticas de imigração estão cada vez mais ferrenhas. Roberto está sendo mantido em um centro de detenção, em Wisconsin, após ter sido descoberto e em breve poderá ser deportado de volta para o México.

OPINIÃO

Qual a diferença entre Roberto e os milhões de imigrantes ilegais na mentalidade de Helen? Para ela, o seu marido é um trabalhador, “boa pessoa” e merece ficar no Estados Unidos. Ela já não o vê como um mexicano e o considera americano, pai dos seus filhos.

Já os imigrantes que ela não tem contato, esses sim merecem ser deportados. E pela declaração que ela deu para um jornal local, parece que ainda não mudou de ideia quanto aos imigrantes ilegais. “Nós não queremos ter cartéis aqui, você não quer ter drogas em suas escolas ou assassinos ao seu lado. Você quer se sentir seguro ao sair da sua casa. Por isso votei no Trump”.

Agora, Helen e o seu marido irão pagar um preço alto pelo seu voto.

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