Dez lojas, vinte looks femininos e nenhuma vergonha na cara. Afinal, como disse o cantor americano Iggy Pop, “Eu não tenho vergonha de me vestir como mulher, porque não acho vergonhoso ser mulher”.

Estamos constantemente passando por transformações em vários âmbitos da sociedade e a moda acompanha estes movimentos ao ser questionadora e, por vezes, até provocativa. Entre as tendências, atualmente a moda brasileira já apresenta marcas com coleções 100% unissex, como a Ocksa, grife gaúcha com mais de três anos de estrada, e também a New Other, que terá a sua coleção de estreia no inverno de 2016.

Mas será que as pessoas estão realmente preparadas para isso? Qual seria a sua reação caso um homem entrasse em uma loja para provar roupas consideradas femininas? Ou melhor, já pensou se você pudesse entrar em qualquer loja e provar tudo o que quisesse, independente da moda, corte ou modelagem? Infelizmente, desde cedo somos doutrinados pela sociedade quanto a maneira que devemos nos vestir. Se você reparar, as lojas infantis são separadas por alas: a feminina, com quase tudo rosa, e a masculina, com quase tudo azul. Quando crescemos, as coisas não variam muito.

Diante desses questionamentos, resolvi entrar em 10 lojas da rua Oscar Freire, em São Paulo, e provar dois looks femininos em cada uma delas, totalizando vinte durante todo o processo da pesquisa. A escolha desta rua não foi ao acaso. Foi justamente por ela estar localizada num ponto da cidade em que a diversidade e a moda deveriam desfilar de mãos dadas.

Para clicar as reações dos(as) vendedores(as), levei comigo o Felippe Canale. Sempre com a desculpa de me mostrar o caimento das peças, ele dizia “Deixa eu fazer uma foto com o celular pra você ver como ficou”. Registro aqui que procurei peças que caberiam nas proporções do meu corpo e, acima de tudo, em momento algum usei um tom de brincadeira ou fui desrespeitoso com os(as) vendedores(as). Apenas usufruí do meu direito de consumidor de provar toda e qualquer peça que estivesse exposta nas lojas.


OSKLEN

Quem nos atendeu foi o vendedor João Sarturetti. Quando entramos na loja, escolhemos algumas peças femininas e outras masculinas, mesclando propositalmente o uso delas. O vendedor nos mostrou vários modelos e foi muito dedicado em tentar entender o meu gosto. Em momento algum ele ou os outros vendedores agiram de maneira que pudesse me deixar constrangido, mesmo quando eu andava pela loja usando os vestidos. No final do atendimento, quando eu disse que se tratava de uma matéria, ele ficou bastante surpreso. “Não estou aqui para julgar nenhum cliente. O meu trabalho é auxiliá-lo nas escolhas das peças que ele mesmo decidir”. Apesar da surpresa, o João topou ser clicado ao meu lado.

osklen

LE LIS BLANC

Entramos na loja e fomos atendidos pela vendedora Ana:

– Olá. Eu posso ajudar?
– Sim. Queremos ver um vestido pra mim. Tem algo no meu tamanho?
Por incrível que possa parecer, ela teve uma reação quase teatral e chegou a engasgar:
– Vestido? Um vestido pra você?
– Sim, pra mim.
– Ah, tá. Um momento, vou ver no estoque.

Como num passe de mágica, ela sumiu e ficamos uns cinco minutos vagando pelas araras. Uma outra vendedora, que não sei o nome, se aproximou:
– Vocês estão perdidos ou procurando um presente?
– Oi. Então, a vendedora Ana estava nos atendendo, mas ela sumiu. Eu quero provar esta peça aqui! – eu disse enquanto segurava um vestido amarelo bem largo na minha mão.
Mais uma vez, o meu desconforto foi grande, pois a vendedora fez questão de arregalar os olhos, franzir a testa e dizer:
– Ok, mas vou ter que pedir pra você usar um provador que fica na ala masculina aqui da loja. Muitas pessoas não sabem, mas aqui ao lado temos um setor masculino. As minhas clientes são tradicionais e elas podem se assustar ao verem um homem provando este tipo de peça. Me acompanhem, por favor.

Entrei no provador e ouvi ela dizer para o Felippe:
– Sabe, aqui na loja nós temos um vendedor assim, igual a vocês. Mas ele é mais discreto, não se veste assim não.
– Um vendedor assim como? Não entendi. – disse o Felippe.
– Ah, do mesmo jeito que você e do seu amigo. Aqui a gente não tem preconceito, a gente aceita bem até.
– Ah, que bom saber que vocês são evoluídas. Pode não parecer, mas muitas pessoas tem um preconceito enrustido e nem se dão conta disso. Parabéns, viu!

Saí do provador e perguntei:
– E aí, ficou bom?
Neste mesmo momento a Ana havia voltado com um vestido preto nas mãos:
– Encontrei apenas este aqui. Ah, não sabia que você já estava provando. Vai querer levar?
– Ainda não decidi. Eu tinha visto um vestido pink bem largo na arara. Você pode trazer pra mim, por favor?

Provei, o Felippe fez os cliques com a mesma desculpa de eu ver nas fotos o caimento de ambos no meu corpo e nos dirigimos ao caixa.

les-lis-blanc-2
– Vou levar este amarelo. Aceita cartão?
– Sim, sim. Um momento, vou verificar o valor no cadastro.

Neste momento, as vendedoras começaram a rir e nem mesmo tentaram disfarçar. Dá uma olhada nas fotos.

le-lis-blanc

Eu disse que havia mudado de ideia e que não iria mais realizar a compra. Elas pareceram não se importar e fomos para a segunda loja.

JOHN JOHN

Fomos recepcionados pela vendedora Leticia Canella. Escolhi algumas peças femininas e perguntei:

– Posso provar?
– Claro. O provador fica aqui ao lado. Acho que este shorts jeans que você pegou vai ficar pequeno, mas eu vou buscar um número maior enquanto você prova as outras peças.
Saí do provador, o Felippe fez os cliques e a Letícia chegou.
– Opa, pelo que vi o shorts serviu, né? Ficou bacana com esta blusa por cima. Você vai querer provar o maior? Temos de outras cores também, vou lá em cima pegar no estoque, já volto.

Expliquei pra ela que se tratava de uma matéria e ela deu risada:
– Jura? Poxa, não acredito.
– Você não desconfiou de nada?
– Não. Inclusive, tenho alguns clientes que as vezes compram calças femininas. Dependendo do corte, elas vestem bem em corpo masculino, porque a cintura fica mais baixa e tal. Enfim, o importante é se sentir confortável com a roupa. Tá aí o click dela ao meu lado.

jonh-jonh

ANIMALE

A loja estava cheia de clientes. Fomos atendidos pela vendedora Mislene Oliveira que, mesmo atendendo outras pessoas, perguntou se poderia nos ajudar.

– Sim, estou procurando saias.
– Qual tamanho você usa? Acho que 42, né? Como você prefere? Mais alta, curta, longa?

Escolhemos algumas peças e ela nos acompanhou até o provador:

– Meninos, eu estou um pouco ocupada, mas podem me chamar a qualquer momento. Eu já volto.

E sim, menos de três minutos depois ela voltou:

– Olha, eu sei que você está procurando saias, mas dá uma olhada neste macaquinho amarelo. Talvez fique bom. O que você acha?
animalle

Provei, fizemos os cliques e abrimos o jogo explicando que tudo fazia parte de uma matéria. Ela riu, nos ofereceu um café e fomos embora.

IÓDICE

A vendedora Andressa Vieira nos atendeu:

– Olá, tudo bem? Posso ajudar?
– Sim, eu to procurando um vestido que seja mais sensual. Pode ser curto, mas eu queria em tons escuros. Tem algo assim?
– Temos sim. Talvez aqui nas araras não tenha nada no seu tamanho, mas eu vou buscar no estoque. Vocês aceitam uma água ou café enquanto isso?
Todo o atendimento ocorreu de maneira bem natural. A Andressa não parava de trazer peças do estoque e fez várias sugestões. Quando falamos que se tratava de uma matéria, ela pareceu ficar confusa. Pedimos pra tirar uma foto dela e ela respondeu:
– Só se eu puder passar um batonzinho antes.

iodice

ROSA CHÁ

Fomos atendidos pela Olivia Dutka. Como a loja só vende roupas femininas, esperamos que ela nos perguntasse se estávamos atrás de algum presente. Porém, ela foi neutra:

– Olá, tudo bem? Fiquem a vontade, se precisarem de algo, é só me chamar.
– Sim, eu estou procurando saias, vestidos ou algo que me vista bem.
– E como você prefere? Algo mais soltinho ou peças que tenham o corte mais justo ao corpo?
Por um momento fiquei em dúvida e ela falou:
– Bom, vamos provar algumas peças e você vai me dizendo se gosta ou não. O que acha?
Eu topei e caminhei em direção ao provador enquanto a Olivia escolhia algumas roupas das araras. Enquanto ela estava no estoque, comentei com o Felippe:
– Nunca provei tantas roupas na minha vida. To me sentindo uma boneca Barbie.
– O Ken.
– Quem?
– O boneco Ken. Mesmo que as roupas fossem da Barbie, você continuaria sendo o Ken. Mas se você quiser ser a Barbie, pode também. É só ser feliz!
Demos risada e quando a Olivia voltou, provei os dois look abaixo:

rosa-cha

Quando perguntei qual tinha ficado melhor, ela me devolveu uma pergunta:
– Com qual você se sente mais confiante?

Apenas revelei que tudo se tratava de uma matéria e a vendedora pareceu ficar desapontada:
– Poxa, que pena! Iria adorar ter mais clientes que provassem de tudo, independente de ser blusa, calça ou vestido.

RICHARDS

A vendedora parecia estar mal humorada desde o começo do atendimento. Ela não perguntou o nosso nome e também não disse o dela.

– Posso ajudar?

– Sim. Eu gostei deste vestido estampado azul e branco.
– Qual o tamanho?
– Eu acho que G.
Ela se virou e foi embora. Voltou minutos depois com o vestido.
– Aqui, este é o G.
– Eu posso provar?
– É pra você?
– Sim, é pra mim.
– Beleza. Tem um provador masculino no andar de cima. Sobe lá.
Nós subimos e provei o vestido. Ao sair do provador, pedi pro Felippe me ajudar com o zíper, mas ele disse que preferia chamar a vendedora. Foi neste momento que passou uma funcionária que parecia ser a responsável pela limpeza, pois ela tinha um espanador nas mãos. Ela disse:
– Você quer ajuda, meu filho?
– Sim, eu to tentando fechar o zíper aqui das minhas costas.
– Ah, deixa que eu te ajudo.

Ela fechou o meu zíper e eu perguntei:
– E aí, o que você achou?
– Eu que te pergunto. Você gostou?
– Sim, eu gostei.
– Então é isso o que importa. – disse ela sorrindo.
Fizemos os clicks e em um deles dá pra ver que ficamos sozinhos no andar de cima. Descemos pro andar de baixo e os vendedores estavam conversando entre si e dando risada. Ficamos ainda mais alguns minutos na loja, mas nenhum deles veio nos atender. Fomos embora.

richards
BOBÔ

Entramos na loja e a vendedora Marcela Brito não pareceu ficar surpresa quando dissemos que estávamos procurando por vestidos. Frisamos que era pra mim e ela disse:

– Eu sugiro provar, porque só assim vamos saber o caimento no corpo.
A Marcela foi até o estoque e trouxe diversas opções. Entrei no provador e escutei ela perguntando para o Felippe:
– Qual o estilo dele? Acabei nem perguntando, né! Ele é mais clássico ou mais moderninho?
– Ah, ele é meio periguete. Eu avisei que aqui os vestidos eram mais clássicos, mas mesmo assim ele quis entrar pra provar.
– Hum, é, realmente esta loja é mais clássica mesmo. Vou tentar trazer um vestido vermelho. Quem sabe ele goste da cor.

Pensei em usar um dos vestido pra enforcar o Felippe, mas acabei provando o vermelho. Depois disso, explicamos que tudo se tratava de uma matéria. Sim, o vestido vermelho é este abaixo.

bo-bo (1)

Confesso que me descobri mais clássico, pois preferi o branco.

CALVIN KLEIN

Karina Gerônimo foi a vendedora que nos atendeu. Logo que entramos, já fui direto ao assunto:

– Estou à procura de um vestido bem curto. É pra mim mesmo! Tem algo que eu consiga usar com shorts ou bermuda por baixo?

– Acredito que o seu tamanho deva ser o G, mas talvez nem todos os modelos te sirvam. Você tem os ombros largos. Faz assim, posso ir no estoque procurar vestidos que tenham os cortes mais amplos?
E foi isso que ela fez. Acabei provando os dois abaixo.

O atendimento foi rápido e prático. A Karina foi simpática e atenciosa. Depois que revelamos que tudo fazia parte de uma matéria, ela só deu trabalho na hora de clicar a foto com ela.

– Ai, esta luz não ficou boa. Podemos fazer mais cliques até eu escolher uma foto que fique boa? Quatro tentativas depois, deu tudo certo.

calvin-klein

MARA MAC

Entrei e comecei a olhar as peças nas araras. Fomos recebidos pela vendedora Márcia Lolato. Ela perguntou se eu já conhecia a loja e respondi:
– Não, não conheço. Mas adorei as estampas, acho que usaria todas. Ela levou uns 3 segundos pra entender, mas teve uma reação bem natural e sorriu:
– Ah, então é pra você mesmo? Então fica mais fácil de acertar. Difícil é quando é para presente, né!
Isso fez com que eu ficasse ainda mais à vontade. Escolhi dois modelos e fui até o provador. Quando saí para mostrar o primeiro (vestido branco), percebi que a gerente da loja estava do lado de fora esperando. Ela olhou e disse:
– Nossa, pensei que fosse ficar um pouco apertado, mas não ficou. Até ia sugerir um tamanho maior, porque vestido tem que ser confortável. Senão a gente usa uma única vez e depois abandona dentro do guarda-roupa.

O segundo vestido tinha uma espécie de camisa transparente para se usar por cima (foto central). Antes que eu perguntasse algo, a Márcia veio me mostrar numa revista um editorial com modelos usando roupas parecidas. Apesar das modelos serem mulheres, altas e magras, ela tentou ilustrar de forma simples o que eu precisava entender:

– Tá vendo. Com a camisa fica mais discreto e elegante, além de proteger um pouco do frio. Já sem a camisa, como o vestido tem as alças finas, fica um look mais verão. Dá pra você usar em quase todas as estações do ano.

Pela primeira vez, quase esqueci que estava ali fazendo uma matéria. Fiquei imaginando todas as pessoas que já deixaram de entrar numa loja ou de comprarem algo com medo de serem julgadas já pelo vendedor.

mara-mac

Contei isso pra Márcia e agradeci pelo atendimento.

100 Responses to Entrei Em 10 Lojas e Provei 20 Looks Femininos

  1. Mariana disse:

    Nossa, adorei a matéria! Imagino ter sido uma experiência muito divertida que mostra como o preconceito – ou a falta dele – pode influenciar nos dia a dia das pessoas. (:

  2. Mariana disse:

    Nossa, adorei a matéria! Imagino ter sido uma experiência muito divertida que mostra como o preconceito – ou a falta dele – pode influenciar no dia a dia das pessoas. (:

  3. Nossa, eu super curtir seu experimento e fiquei feliz pelo atendimento da maioria das lojas. O papel do atendente é incentivar a compra, sem preconceitos de qualquer tipo. E vc ficou muito gato nas roupas, devo confessar. Qualquer dia reproduzirei esse experimento. rsrs
    Vou compartilhar lá na fanpage do meu blog. Parabéns.
    Abraços.

  4. Aline disse:

    Se vcs repetissem isso como um experimento social e filmando com uma camera escondida, com uma boa edição o video teria potencial para bombar no YouTube e com o dinheiro pago pelo google vcs comprariam varios vestidos.

  5. Felipe disse:

    Então, super bacana a matéria, curioso no mínimo. Mas na Oscar Freire é moleza…quero ver fazer isso no Bom Retiro. kkkk. abs.

    • Felippe Canale disse:

      Oi Felipe, tudo bem?
      Escolhemos a rua Oscar Freire por um motivo e ele está escrito na matéria 🙂
      Mas boa a sua dica, podemos tentar repetir a experiência em outros lugares sim.
      Um abraço.

      • victor disse:

        Por favor!!! façam mesmo em outro lugar para vermos as diferenças!!!

      • Fernando Cavallari disse:

        Primeiramente gostaria de parabenizá-los pela matéria! Fiquei feliz em ver que a minoria se mostrou preconceituosa. Concordo com demais comentários que dizem/pedem que o mesmo seja repetido em estabelecimentos que tenham outro perfil de público, bem como com a gravação em vídeo das reações.

  6. Antonio disse:

    Fica mais fácil quando se é branco, atlético e com aparência de não ser pessoa pobre. Queria ver alguém que fosse negra, franzina e com aparência de alguém sem dinheiro se iriam tratar da mesma forma.

    • Vânia Carducci disse:

      Super concordo com você. E vou mais além: quero ver uma mulher, com aparência humilde, roupas simples, sem maquiagem e jóias ser bem atendida aí. Pode até ser, mas em raros lugares.

    • Travinha de leite disse:

      Então façam esse experimento e postem os resultados…

      Mania chata de hierarquizar opressões toda hora. Ninguém pode falar nada a respeito que desvirtuam a discussão e a tornam uma competição de quem é mais oprimido

  7. Isabele Lima disse:

    Adorei a matéria! Eu adoro ir na C&A ou Renner comprar blusas masculinas porque elas são miiiil vezes mais legais que as femininas e de vez em quando sinto que alguns clientes e vendedores julgam, sabe? Esses esteriótipos não servem para nada, vovê deve usar o que gosta e pronto.

    • Marcelo Eugenio disse:

      Isabele, tempos atrás fui a uma loja da C&A na República (tradicional região LGBT de São Paulo) procurando blusinhas femininas bem joviais para presentear minha cunhada, olhei bem, escolhi duas e fiquei muito surpreso ao notar os olhares de deboche de um vendedor e uma vendedora bastante jovens. Foi bastante decepcionante. Nunca mais voltei a essa m#rda de loja.

      • Lucas Duarte disse:

        Tem muito tempo que meu guarda-roupas ganha peças femininas e isso é uma coisa cada vez mais frequente…

        Adoro a C&A e a Renner por poder provar essas peças numa boa, fora o fato de não precisar pedir para ninguém me ajudar.

        Nunca notei olhares estranhos vindo dos vendedores, até porque a minha compra não interfere tão diretamente no salário dele do mesmo modo que interfere no de um vendedor comissionado.

        Que tenham sido momentos isolados, tanto o seu Marcelo e o da Isabele.

        E adoro levar os vestidos, saias, blusas e etc para provar, minha tristeza maior está em calçar 43 quase 44 e não conseguir comprar o que mais amo: sapatos e sandálias 🙁

    • Nayara disse:

      Isabele, uma coisa que faço muito e me deixa super feliz é comprar camisa na sessão masculina infantil/infanto-juvenil! Sao sensacionais as estampas pra quem gosta de roupa divertida 🙂

  8. Bella Tokio disse:

    Adorei a matéria, mas realmente gostaria que voces fizessem uma “versão popular” dela!
    como fica um rapaz que tenta comprar nas renner e marisa da vida?

    • Luigi disse:

      Bella, eu de vez em quando vou as lojas de departamento para procurar algumas peças femininas, nunca tive alguma reação TÃO alarmante não, a menina do provador fica com aquela cara sem graça, o vendedor olha pra minha cara 300 vezes, etc.
      Já comprei em feirinha também, geralmente perguntam se é pra minha mãe e etc, digo que sim para evitar constrangimentos.

  9. Larissa disse:

    Nossa, adoro suas matérias. Queria ter entrado em todas as lojas junto pra ver a reação de cada uma.
    Uma vez ouvi um rapaz dizer que ia para a academia e o instrutor sempre o colocava para malhar com os homens e ele se sentia hiper desconfortável, o que ele não se sentiria se estivesse entre mulheres.
    Acho que é uma situação que você pode pesquisar.
    Beijinhos

  10. Sara disse:

    Eu adorei a matéria <3

  11. Gisele disse:

    Muito bom! Mas esse texto foi escrito pelo Marlon mesmo? Porque parece que foi escrito pelo Felippe, é o mesmo estilo.

  12. Charles disse:

    Adorei a matéria!! Confesso que quando comecei a ler achei que a maioria dos vendedores iriam reagir como as vendedoras da Le Lis Blanc e fiquei feliz e surpreso com os resulatados.

  13. Antônio Arantes disse:

    Ta aí, a pior reação foi da LE LIS BLANC, que além de usar MÃO DE OBRA ESCRAVA (http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2013/07/fiscalizacao-acha-trabalho-escravo-em-oficinas-de-marca-de-luxo.html), também é TRANSFÓBICA.

  14. adorei seua matéria e acho superlegal que relate essa experiencia, tenho amigo que gostam de ter um look mais feminino e sempre ficam divas, e mas recente sinti vontade tambem de incorporar peças ditas como femininas, as sais, nãio somente aquelas escocesa mas umas mais modernas etais, porviver numa metropole muito conservadora acho que seria mal visto.(embora não ligue tanto assim)
    mas tu me deu uma otima otima ideia para fazer.

  15. Mel disse:

    Nossa, que história engraçada.
    Sou cliente a muito tempo da richards Oscar freire, e fiz amizade com muitos funcionários de lá.
    Inclusive criei um vínculo muito bonito com a “moça da limpeza” que trabalha lá a muitos anos e é completamente surda e muda, acho que aconteceu um milagre pois ela falou com você.

  16. Eleonor disse:

    Mas é um puta de um palhaco hein hahahahahahahahahahahahah um homem desse tamanho provando vestidinho por ai , pedindo pra ser julgado , por sinal expondo pessoas que nao tem nada a ver com isso nas fotos !!!

    • Luane disse:

      Pra variar alguma palhaça tinha que se manifestar. Você leu o começo do artigo? Pelo visto não, é um experimento. Poderiam ser dois alunos de um curso de Antropologia de uma faculdade renomada, e ai?
      Se você leu até o fim viu que apenas em duas lojas, por sinais as de gosto mais duvidoso (Richard’s e Le Lis) os vendedores foram anti éticos. Então senta seu rabinho e aguarde o futuro se aproximando, porque isso é um fato já analisado por especialistas, no futuro a moda será praticamente unissex.

    • Alessandro disse:

      Identificada uma pessoa com problema crônico de agressividade e preconceito. Vamos torcer para que a Eleonor possa se arrastar até o fim de sua vida triste e medíocre causando o menor dano possível ao universo ao seu redor.

    • Lucas disse:

      Será ELEONOR a atendente mal-humorada da loja da RICHARDS??? rs
      Todos tem o direito de dar sua opnião mas só porque tem o direito não significa que junto deve-se ofender as outras pessoas. É fácil sair chingando as pessoas, quero ver defender seu ponto de vista de forma educada e coerente!!!!
      Obrigado, de nada. 🙂

  17. Ana disse:

    P a r a b é n s! Bom saber que a maioria dxs vendedorxs teve abordagem convidativa e aberta, me fez pensar que um mundo melhor tá cada vez mais possível, cada passinho de transgressão compensa muitos de intolerância careta!

  18. Talita disse:

    Muito legal a matéria, eu faço isso nas sessões masculinas da vida e não é em toda loja que vendedores e outros clientes ficam numa boa. Eu gosto muito de comprar camisa/camiseta masculina, por gostar mais das estampas (ou do fato de não terem estampa nenhuma) e do corte. Se assustam quando eu falo que as camisetas são pra mim, uma vez uma vendedora que ficou me empurrando blusinhas da sessão feminina me disse que não era legal eu usar roupa de homem e que eu não deveria ter vergonha de ser mulher… olha o absurdo!

    • Lucas Duarte disse:

      com comentários tipo o seu que eu fico em dúvida em relação ao meu gênero, sou tão mulher para me vestir que o meu setor preferido nas lojas é o feminino…

      ai vejo mulheres elogiando o masculino e fico querendo rever todos os meus conceitos sobre o modo que gosto de me vestir…

      embora eu seja um apaixonado por camisetas, não consigo pensar que o masculino é mais interessante que o feminino…

      e isso é ótimo para entender que a insatisfação com o que produzem no feminino também existe, não só a insatisfação do que produzem no masculino (como eu normalmente fico, rs)

      • Tatiana disse:

        Eu, minhas irmãs e várias amigas compramos algumas peças na ala masculina. É exatamente o que a Talita falou: as estampas das camisetas são melhores, e também tem vários modelos sem estampa. E quando começou a modinha da calça skinny (apertada na panturrilha, detesto), começamos a investir nas masculinas.

  19. Alan disse:

    Comprei meu primeiro vestido na Adidas Originals ali na Oscar Freire mesmo. Passa lá na próxima! Atendimento nota 10!

  20. Ramon disse:

    Adorei a iniciativa. Uma ocasião uma amiga me fez provar vestidos, shortinhos e blusas femininas enquanto ela procurava algo pra si. Eu fiquei meio inseguro porém topei o desafio e descobri que fico muito de longo e de saia longa. Viver a liberdade de escolha é essencial

  21. Lucas disse:

    O meu primeiro desejo para 2016 é que matérias desse tipo percam seu espaço. Ainda que muitos digam que esse tipo de experiência é importante para que a construção de uma relação empática se crie, eu só consigo enxergar pessoas privilegiadas olhando problemas que, claro, existem e são endêmicos na nossa sociedade, mas de uma forma completamente limitada. O que eu quero dizer é que uma coisa é um homem branco, ainda que gay, mas másculo, boa pinta, entrar em lojas da Oscar Freire pra experimentar roupas do setor feminino, e outra coisa é um gay afeminado, uma trans que não passou por nenhum processo de transformação, negros, mirrados, que saem da periferia em direção a uma rua de lojas populares, lojas de departamento, fast fasion, correndo o risco de serem linchados só por estar lá, ainda mais se tentarem experimentar roupas femininas. A questão é que essas pessoas não têm espaço. Elas viram, aliás, piada entre gays brancos classe média, na internet ou fora dela. Elas não são blogueiro “ator e publicitário”.

    • Lucas Duarte disse:

      Achei que não ia ler algo com que eu me sentisse tão “citado”.
      Não sou mirrado, nem negro, nem magrelo.
      Sou branco, alto, de ombros largos, de olhos claros e de cabelo, barba e sobrancelha completamente descoloridos.
      Nasci, cresci e moro em um bairro periférico de SP, nunca sofri esse tipo de preconceito dentro de nenhum fast-fashion.
      Provo, provei e provarei e o mesmo serve para o compro, quantas vezes sentir vontade.
      Entendo que o preconceito exista e que se mudassem as minhas características fisicas fossem outras, talvez a situação mudasse.
      Mas, recentemente vi algumas frases que falam da mesma coisa e é bem nisso que eu penso ao me vestir: descubra quem tu és e seja de propósito e a outra que é: ou você intimida o mundo ou o mundo intimida você.
      Saiba quem você é, do que gosta, e seja isso, ser verdadeiro consigo mesmo fere os outros sim, mas fere muito mais quando se poda de ser você mesmo.
      E quero deixar claro, os preconceitos sofridos pelo modo que me visto, vem das ruas, dos carros, de homens covardes que adorariam ter a minha coragem e não tem.
      As matérias assim devem existir e em diversos lugares sim, acho que tu foi infeliz ao dizer que não gostaria de ver mais isso, porque era só dizer que se a experiencia fosse feita de modo diferente, surtiria resultados diferentes.

    • Lucas disse:

      Xará, vamos dar o exemplo ou mesmo sugerir que as próximas matérias sejam feitas também com o público citado, o que acha?
      Querer que algo deixe de existir porque um ou outro foi deixado de lado não é a melhor solução. Vamos lutar para que todos tenham as mesmas oportunidades, direitos, deveres, etc, etc…

    • Rafael disse:

      olha, concordo em parte. Apesar de que tenha algo de verdade no que vc falou, isto não anula o experimento dos meninos. Ele não poderia mudar completamente sua aparencia para fazer o experimento. Se eles de dispuseram a elaborar o experimento, que ótimo! Eles se preocupam com esta questão, e sabe-se lá quantas mais (ou será que foi só pra ter visibilidade… pode ser, pode não ser. A mensagem deles foi dada e bem estruturada dentro de suas limitações)

    • Pedro Taam disse:

      Você escreve bem, Lucas. E o tema que você levantou é importante. Por que não escreve você mesmo sobre ele?

  22. Meidson disse:

    Amei!!! sonho em fazer isso.

  23. Marcelo disse:

    Marlon,

    Vc deveria TAMBÉM ter dito nas lojas onde foi mal atendido que aquela experiência se tratava de uma matéria, que vcs não foram bem atendidos, que risinhos e fofocas são atitudes são descortês com o cliente, e que deixaria registrado o mal atendimento junto a gerência da loja ou da própria rede.

    As empresas, principalmente estas que ainda tem muito onde melhorar, precisam desse feedback.

  24. Pablo petrot disse:

    Achei super bacana a idéia central da pesquisa, estou até pensando em fazer isso dentro do Shopping de Piracicaba com lojas de departamento.
    É incrível como as pessoas tem o péssimo hábito de maltratar clientes diante a forma como se portam/vestem/falam/gostam.
    Algumas pessoas falaram que é fácil fazer o teste sendo um cara branco, atlético e bonito; mas mesmo com todos os adjetivos citados ocorreu preconceito.

  25. Cacau Mazzoni disse:

    “…Ou melhor, já pensou se você pudesse entrar em qualquer loja e provar tudo o que quisesse, independente da moda, corte ou modelagem? Infelizmente, desde cedo somos doutrinados pela sociedade quanto a maneira que devemos nos vestir…”
    Isso também serve para quem está fora dos padrões 38/42 que TODAS as lojas seguem… Foge um pouco de seu segmento, mas fica aqui um adendo de uma mulher que não cabe em roupas de lojas de grife e pequena para lojas plus size!
    PS: Amei a matéria! :*

  26. Mariana disse:

    Achei o máximo a matéria e a reação positiva de muitas das lojas. Acho fundamental a maneira particular de se expressar e isso precisa ser respeitado! Parabéns a todos que souberam lidar com a situação e mostraram respeito pelo ser humano!!!!!

  27. Tom disse:

    Excelente matéria! Parabéns!

  28. Jeanderson Reis disse:

    Amei a matéria. Conpartilhando pra que o preconceito de torne algo menos natural.

  29. Luana disse:

    Quando cheguei no nome da Le Lis Blanc já pensei que lá não ia ser bem atendido!
    Passei por uma situação de julgamento lá também! Sai para caminhar no parque e começou a garoar, lembrei que precisava comprar um presente e fui com a roupa que estava, de tênis e tal, fui logo perguntando que um vestido que vi na entrada, a atendente ficou me olhando com julgamento e disse: mas esse não está em promoção!
    Affe!!!

  30. Alessandro Fernandes disse:

    Ahhhhhhh que matéria demais. sensacional!

  31. Jorge Barahona disse:

    Eu achei de suma importância essa matéria! Eu mesmo compro em lojas e repartições, peças femininas e vejo muito preconceito, embora não ligue, mas me sinto enojado com tanta mediocridade das pessoas hoje em dia. Parabéns pela publicação e pelo site! Sucesso!!

  32. elisa disse:

    nas lojas renner fui comprar uma cueca box pra mim e não me deixaram experimentar por ser peça masculina,me senti muito constrangida.Adorei a materia!

  33. Lilian Girão disse:

    Você ficou bem com a saia preta com fendas da Animale. Ficou um conjunto interessante com a camisa de listras. O resto ficou tronchíssimo, acredito que não ficaria bem en ninguém, a não ser um cabide! Achei tudo horroroso!

    • Felippe Canale disse:

      Olá Lilian, tudo bem?
      A única pessoa que pode dizer se uma roupa fica bem ou não nela, é ela mesma. O importante é se sentir confortável. A vida agradece e tudo fica mais feliz.
      Obrigado e um beijo pra você 🙂

  34. Daniele disse:

    Adorei, se tivesse sido filmado seria incrível!
    Mas concordo com o que foi dito sobre o local em que foi feito e com a sua boa aparência.

  35. Henrique Marra disse:

    Primeiramente, algumas roupas ficaram ótimas. Você poderia usar na real.
    Segundamente, você gostaria de casar comigo?

  36. Adalberto dos Santos disse:

    Parabéns para VC e seu amigo achei muito legal e válido está matrria.

  37. Ana Gabriela disse:

    Nunca mais piso numa Le Lis na vida viu?

  38. Alê Sevilha disse:

    o fato ocorrido na LLB foi ridículo, mas ñ precisa ir muito longe ñ, sou gordo e o simples fato de entrar em qlqr loja de grife famosa já gera um ar de riso nos vendedores que sempre vem com a pergunta ” está procurando presente?” Imagina se um cara gordo for querer provar roupa feminina então rs. Infelizmente vivemos numa sociedade preconceituosa !!! Parabéns pela matéria !!!

  39. Digho disse:

    Isso é pra notarmos que o preconceito está inclusive na cultura da mulher.
    Não, não me refiro à homofobia;
    Me refiro ao machismo.

  40. Marcos Alexandre disse:

    A iniciativa da pesquisa foi incrível, por mais que a maioria das lojas o atenderam bem, e as que não o atenderam, precisaria passar por um treinamento de como atender bem.
    As pessoas precisam começar a usar coisas que tenham um bom caimento, independente se é roupa masculina ou feminina.
    Se tivesse feito um vídeo, iria repercutir bem mais! Parabéns

  41. Ana disse:

    Quer ver o que é preconceito? Tente fazer essa matéria com alguém acima do peso procurando roupas. O mundo mudou, o único preconceito ainda socialmente aceito é contra os gordos.

  42. Jhenifer Pollet disse:

    Olá, meninos, tudo bem?
    Sou jornalista e há séculos tenho falado para meus colegas e nas empresas que trabalhei que escrever uma matéria hoje em dia, no digital, é ir além de mostrar os fatos. É contar histórias, é situar o leitor de tal forma, que ele sinta que está dentro da matéria, vivendo aquilo com o jornalista, com os entrevistados e demais personagens. Vocês deram um tapa na cara de muita gente! Em jornalistas/articulistas que não veem que é preciso reformular o modo de escrever, de conversar com o público e acham que o lead ainda é a forma ideal de texto, na cara de muitas marcas que se acham moderninhas, mas, que no fundo, não são e, também, na cara de muitos vendedores, porque não tem coisa pior do que você querer comprar uma peça e ser mal atendido. Adorei o texto. De verdade! Parabéns pela ousadia, pela experiência e pela matéria.

    Ps.: Quando eu crescer espero fazer matérias como essa e ser como vocês.
    Um beijo! Jhenifer Pollet @jhenpollet

  43. Excelente matéria! A frase que mais me marcou foi da funcionária da limpeza dizendo “você gostou? Então é isso o que importa!”.

    Perfeição.

  44. Gabis disse:

    Ótima matéria 🙂 caiu como uma luva para mim.
    Muito bom poder filtrar lojas assim, eu costumo comprar roupas pela Internet, evita possíveis constrangimentos, mas como não é instantâneo e não dá pra provar, é uma faca de dois gumes. :C

  45. Roberto Ramos disse:

    Oi, parabéns pela ótima matéria. Como sugestão, que tal repetirem algum dia com um homem negro como cliente desta vez? Com certeza será interessante comparar os resultados. Abraços.

  46. Hugo disse:

    Adorei a matéria, Parabéns!!!

  47. João Gabriel disse:

    Eu achei que a saia preta com a camisa sem manga deu super certo sério mesmo kkk só vestido que não pq como a moça disse vc tem ombros largos kkk e amei a matéria *—*

  48. Rodrigo disse:

    Eu já tive situações desconfortáveis , mas nunca me maltrataram , e eu sempre compro blusas e camisas femininas , pois gosto dos cortes e de como caem bem no corpo , até mesmo agora com a nova moda de camisetas e camisas longs , fica mais fácil achar em lojas femininas do que em lojas unissex , botas e sapatos tb acho bacana a forma feminina e nem por isto deixo de usar , entro compro e se falarem alguma coisa eu já meto a boca !
    Ótima atitude , é ótima matéria , isto é uma inspiração para outros homens marxistas que acham que só por usar uma roupa feminina te faz menos másculo !
    Um forte abraço

  49. Alexandre disse:

    Achei bizarro… Pode ser gay, mas não precisa se vestir de mulher, andar que nem travesti… Não é porque gosta de homem que tem que usar vestido… é bizarro isso…

    • Juju Gouvêa disse:

      Quem tem de dizer se é necessario ou não é a pessoa que está com vontade de usar a roupa. Desnecessário é alguém dizer como um terceiro deve se vestir , se portar , etc…Ser gay, é diferente de ser trnas , que é diferente de ser bi, que é diferente da identidade de genero que vc tem … e só cabe a própria pessoa determinar . Se um individuo quer se vestir com roupas “femininas” e se sente bem assim…pq não deveria faze-lo? Em nome de não desagradar desconhecidos como vc ?

  50. Rafael disse:

    Nossa ótima matéria! E muito bem escrita achei tb.

    Lembre de uma vez que fui comprar um condicionador em uma farmácia e estava escolhendo pela qualidade e tipo de cabelo. Naturalmente procurei em toda a prateleira. Então chegou a vendedora, perguntou o que eu precisava. Quando eu disse que era condicionador ela insistiu que eu deveria levar o Clear Masculino. Definitivamente não era o que eu queria… rsrs

    Achei que a reação com os vestidos seria diferente… mas poxa, que bom que foram mais receptivos (mesmo pensando que xs vendedorxs tem uma meta/comissão/venda por traz disso)

    PS.: Pode levar as roupas da ANIMALE e da IÓDICE! Ficaram ótimas em vc hehe

  51. João disse:

    Perfeita matéria!!!
    Agora já sei quais as lojas merecem o meu respeito e dinheiro.

  52. Danielle disse:

    Parabéns! Excelente matéria! Sabe que me surgiu uma dúvida… Será que o atendimento sem pré julgamento é avaliado pelas empresas? Há treinamento, sugerindo um cliente com novas necessidades? Ou são seres humanos usando da sua sabedoria para atender outro ser humano, sem pre´conceitos e julgamentos? O que sentiu?

  53. Helison disse:

    Que matéria incrível, adorei o experimento e concordo que a possibilidade dele ser replicado por vocês em lojas ‘mais populares’, ou por pessoas com outras características físicas em lojas desse mesmo perfil de público seria muito enriquecedor.

    Sobre as peças, cara gostei muito das peças da Animale em você, a saia preta ficou muito boa e o macaquinho amarelo ficaria melhor se as alças fossem mais largas para harmonizar com o peitoral e ombros largos. (Questão de gosto) 🙂

  54. Flávio disse:

    Adorei a materia, muito bom!

  55. Acho primordial fazermos as coisas que nos dão prazer. Se o prazer de alguém é usar roupas de um estilo diferente, que mal tem? Falta de respeito é julgar os outros, satirizar, tratar mau. Sempre odiei o tratamento das lojas da Richards e da Le Lis Blanc – não me surpreendeu em nada essa abordagem!!!! Boicote hoje e sempre!

  56. Kadichary disse:

    Perfeita a matéria algumas pessoas são muito preconcietuosas. Ainda não entendam que somos o queremos ser e devemos ser respeitamos por isso. Qual o problema de um rapaz usar vestido? Nós usamos calças e camisas, cada um deve fazer, sentir, vestir o que gosta. A opinião dessas pessoas não importa. Já entrei em uma loja para olhar roupas e peguei uma peça pequena, a vendedora olhou pra mim e disse que não me serviria, e daí se eu quiser experimentar problema meu. Ela poderia ter sido mais delicada e atenciosa. Sua matéria ficou excelente. Parabéns! As pessoas precisam respeitar todos, pois somos todos iguais.

  57. Diley Almeida disse:

    Richards sendo preconceituosa em todos os lugares.

  58. Alan disse:

    Deve ser complicada a vida de drag (travesti, trans, cross dresser…), mas é bom saber que pelo menos algumas lojas têm atendentes gente fina!

  59. marina disse:

    demaaaaisss a matéria!! parabéns pela ideia e iniciativa!

  60. Kennedy Vasconcelos Jr disse:

    Extremamente interessante, gostei de mais da matéria, e é interessante como homens ficam bem de vestido/saias des de pequeno sempre idealizei guerreiros com saias porque é mais bonito e livre para os movimentos, e hoje acho lindo deparar nas ruas de minha cidade com homens de vestido e ser natural tanto ao ver, quanto ao observar outras pessoas vendo.

    Parabéns…

    Sugestão de próximas matérias: Comprar um salto alto que combine com um “Jeans Maculino” (Adoraria ver a reação dos vendedores de sapatos rs).

  61. Rafael disse:

    Adorei a matéria e a coragem sua realmente estamos presos a uma ditadura que sempre o rosa e para menina e azul menino.O que seriam então dos Africanos, Jamaicanos,etc…que realçam sua beleza com uma imensa mescla de cores,tipos e tons.O preconceito está na cabeça e nos olhos de quem vê.E outras Le Lis Blanc?Loja com conceito conservador?Realmente essas vendedoras estão realmente na loja certa onde pessoas fúteis tentam comprar algo para cobrir seu preconceito enrustido. Parabéns.mais uma vez pela matéria.

  62. Hitoshi Sato disse:

    Amei a matéria!
    Bem… Considero-me um andrógino gender fluid e, obviamente, visto roupas femininas e masculinas mescladas diariamente.
    Eventualmente, em lojas de grande porte da moda como as que você foi, sou bastante mal atendido ou discriminado e, por isso, evito comprar nessas lojas… Todavia me surpreendeu muito a atitude de muitos vendedores que transformaram sua experiência numa boa experiência. Passarei a frequentar algumas dessas lojas a partir de hoje já consciente de que não serei discriminado.
    Obrigado <3

  63. Helena disse:

    Gostei tanto e por tantos motivos diferentes que seria muita coisa pra especificar aqui, portanto vou apenas parabenizar pelo experimento e sugerir (como tantos outros acima) que seja feita uma matéria semelhante em lojas mais populares.
    Estou torcendo para que situações como essa deixem de ser matéria e aconteçam com mais frequência no nosso mundo, normalmente.
    Ah, e alguns looks poderiam ter sido levados, pois ficaram excelentes!!

  64. Luciana disse:

    Sensacional!!!!!!

  65. Gabriel Lima disse:

    Adorei a matéria!
    Daquelas que você lê o título, clica pra ler o inicio e dar uma perfumada no assunto, de repente, leu tudo.
    Fiquei com frio na barriga de vergonha, como seu fosse eu. Parabéns pela iniciativa.
    Acho que depois de Caitlyn Jenner se assumir trans para o mundo, e ela ter vivido a vida toda como um atleta respeitado e pai de família (bem esteriótipo de hétero) mostrou que não tem precedentes físico que vai determinar o que ela é, usa, gosta, se sente confortável e etc. Abriu uma nova aba genderless que está fazendo aos poucos as pessoas abrirem um pouco mais a cabeça. E a moda deve ajudar nessa quebra de barreira, que vai além de colocar Lea T para desfilar moda feminina, mas sim homens. (a beleza bissexual do andrógeno). Eu brinco falando que Trans é o novo Gay e o gay ficou ultrapassado (em termos de tabu e etc).
    No mais, parabéns de novo pela iniciativa. Tomara que viralize mais…

  66. Pilar disse:

    Parabéns pela matéria, interessantíssima! E fiquei surpresa pelo atendimento natural da maioria. É o mínimo de se esperar do pessoal da moda, mas como vocês mesmos mostraram, não é uma postura unânime. Pra mulher deve ser mais fácil, com a moda “boyfriend” por aí…

  67. sophia disse:

    AII AMEIIIIIIIII
    parabens

  68. Farpa disse:

    Eu nunca imaginei que vestidos caissem tao bem em homens… Varios modelos cairam super bem no seu corpo. Esta de parabens pela materia…

  69. Lucas disse:

    Achei super legal a proposta… Caso continue com essas matérias poderia por uma mulher a procura de roupas masculinas… As famosas “”caminhoneiras””, seria bem interessante.

  70. Anna Laura disse:

    Que matéria incrível! Muito bom saber que o preconceito com o consumidor esta cada vez menor. Não tem nada mais desagradável do que entrar em uma loja e o vendedor te atender como se você não fosse o bastante ou não se encaixa no padrão para usar determinadas roupas.

  71. Alexandre disse:

    Não entendi. Não é algo normal!
    Não é porque é homem que tem que usar vestido.
    A vendedora não tem o direito de estranhar? Se fosse comigo eu estranharia também. Uma coisa é ser preconceituoso, outra coisa é achar estranho!
    Não é algo comum! Se um homem vai procurar vestido e a vendedora pergunta “é para sua namorada?” agora vão ficar revoltadinhos porque ela foi preconceituosa e não imaginou que seria para o homem.
    Ah, por favor. Menos mimimi.
    Não é algo comum e pronto. agora não queiram que seja a coisa mais normal do mundo porque não é. Cada um usa o que quiser, mas as pessoas tem o direito de achar estranho sim.
    Isso é cultural. No futuro talvez seja normal, mas não me venham expor a pessoa da loja porque ela olhou estranho.

  72. Vinicius cesar disse:

    Incrível, nunca imaginei q as pessoas ia ter essa reação, mas uma coisa me instiga, será q elas questionavam a sua orientação sexual, pq isso geralmente acontece.
    Aah tenho uma ideia muito boa tenta fazer com sua namora ou esposa pra ver a reação dos vendedores

  73. F disse:

    Achei ótima a tua idéia, realmente assim conseguimos ver os minastes das pessoas e consequentemente muda-los. Inclusive os nossos.

    Parabéns!

  74. Parabéns pela matéria!
    Cada dia esse assunto fica mais em evidência e é ótimo saber que algumas marcas estão com campanhas mais unisex, recentemente soube que o Jaden Smith foi chamado pela Louis Vuitton para ser modelo de uma linha de roupas femininas e a intenção dessa campanha foi discutir a questão dos gêneros.
    Vou nas lojas provar peças femininas como homem com frequência e digo que foram poucas as lojas que me deixaram inconfortável ao comprar.

  75. Luis disse:

    Adorei o preto da IÓDICE, amei a matéria e achei super bacana desmascarar esse tabu que ainda rola na questão de gênero quanto a moda. Você escreve super bem e tem muitas ideias legais ! com certeza é uma grande referencia 😉

  76. Bruna disse:

    Ficou mt show o look da animale,o de saia

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