Mas falar sobre Deus na internet… Será que rola fazer vídeos de receitas fitness abençoadas (sai, gordura demoníaca), tutorial de maquiagem satânica (para peças teatrais do grupo de reza) ou um guia com as 10 melhores igrejas pra se visitar durante a quaresma?

Nathan Sanches dá palestras sobre física quântica e espiritualidade, mas costuma dedicar bastante do seu tempo como filmmaker. “Ah, eu também dou cursos de design thinking e criação de novos projetos sociais”. Ou seja, como quase toda pessoa que rala numa metrópole, ele samba, dança e representa pra poder realizar os seus projetos.

E ELE ARRANJOU TEMPO PRA FAZER UM CANAL NO YOUTUBE FALANDO SOBRE DEUS

“Eu não sou muito bom em continuar as coisas, acho que sou dessa geração que começa muitos projetos e acaba abandonando alguns pela metade. Decidi que em 2016 seria diferente e essa obrigação de postar um vídeo por semana me atraiu.

Eu sou isso aí mesmo, um cara perdido na cidade fazendo o meu corre para pagar as contas, me relacionando com os amigos ou desconhecidos, curtindo umas festas e falando sobre Deus de vez em quando. Não curto ficar tentando evangelizar ou convencer as pessoas a mudarem de fé e etc. Tento falar aquilo que é natural pra mim. E olha, Deus tá com o filme tão queimado ultimamente que falar Dele é meio que arrumar pra cabeça”.

NATHAN É UM CARA CRISTÃO? 

“Essa pergunta é mais profunda do que parece. Porque para muitas pessoas cristão significa ser gospel ou parte de uma subcultura meio brega e extremamente esquizofrênica. Essa dos pastores de chapéu, dos Templos de Salomão, da cura gay. Se isso é ser cristão, eu não sou.

O Jesus que eu creio estava comigo pulando aquela marchinha linda no centro durante o carnaval. Tudo que eu quero é viver a minha vida de boa, amar meu próximo e me relacionar com Deus. O cara tá com fome, a gente dá comida. A moça está chorando, a gente vai e consola. O brother tretou com os pais, a gente troca ideia e ajuda. Cuidando do amigo como se fosse cuidando da gente. Você sabe”.

NO VÍDEO ABAIXO, NATHAN FALA SOBRE NÃO JULGAR O PRÓXIMO…

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