Um mural pintado na fachada do Botany View Hotel, na cidade de Sydney, na Austrália, foi depredado duas vezes em apenas uma semana por fanáticos religiosos que se sentiram ofendidos com a arte.

A representação de Jesus Cristo, feita pelo artista Scott Marsh, ilustra o cantor George Michael segurando um cigarro numa mão e um vidrinho de poppers na outra.

O mural antes de ser vandalizado

Coincidentemente, ou não, os ataques aconteceram na mesma semana em que a Austrália realizou uma pesquisa com a população perguntando se eles aprovariam a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O sim ganhou, com mais de 61% de aprovação, mas alguns conservadores retrógrados resolveram mostrar a sua indignação.

Um grupo auto intitulado Christian Lives Matter tem sido um dos principais opositores do casamento gay, inclusive, tem incentivado que a população australiana se una contra o casamento igualitário.

A ironia do nome do grupo chega a ser patética, já que os cristãos nunca foram perseguidos e dizimados pela comunidade LGBT.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO OU VANDALISMO? 

“Se o artista tem o direito de fazer esta pintura, eu tenho direito de apagá-la”. Este pode ser o pensamento comum baseado na liberdade de expressão, porém, destruir uma arte é crime, além de ser uma barbárie.

Aliás, alguém já viu algum artista, seja gay ou hétero, destruindo os santos da igreja católica, ou rasgando a bíblia cristã ou depredando algum prédio religioso? Eu nunca vi.

AUTOR DO CRIME FOI IDENTIFICADO E DEMITIDO DA SUA EMPRESA

A pessoa que aparece na imagem acima, vandaliando a arte, foi identificada por estar usando o uniforme da sua empresa e consequentemente foi demitida.

Além disso, a empresa não só resolveu se posicionar sobre o assunto, como ainda se comprometeu a arcar com os custos da restauração da obra e pediu desculpas pelo ocorrido.

One Response to Fanáticos Religiosos Vandalizam Arte Com George Michael

  1. Vinicius Siqueira Lima disse:

    A cantora irlandesa Sinead O’connor, por exemplo, rasgou uma foto do Papa João Paulo II. Posteriormente, ela alegou que fez isso, em protesto aos abusos sexuais cometidos por membros da igreja católica. A polemica aconteceu, durante uma participação no Saturday Night Live em 03/10/1992. Na época, um dos programas de maior audiência dos EUA.

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