Pão de Açúcar, o lugar de gente feliz! Antes de mais nada, ser chamado de “pobre” não é uma ofensa (é uma realidade) num país na atual crise financeira, desemprego desenfreado, corrupção exacerbada e empresas milionárias que fecham o ano com lucro, enquanto a população mal consegue fechar o mês com o seu próprio salário.

Mas unindo tudo o que foi citado acima, MAIS a experiência abaixo, confesso que me senti ofendido ao ser chamado de pobre.

No Minuto Pão de Açúcar na unidade da rua Pamplona, em São Paulo, sempre acontece dos produtos serem cobrados a mais no caixa, revelando valores superiores dos anunciados nas gôndolas. Mas sempre que isso acontece, o caixa pede para um funcionário conferir os valores e o “desconto” é feito na hora.

Mas como isso é muito recorrente na loja, desta última vez pedi pra falar com o gerente. Em um único produto o valor chegou a custar R$ 5,00 mais caro.

Depois de minutos de espera sem que o gerente aparecesse, com a fila aumentando e o tempo passando na rede do Minuto, resolvi filmar a situação.


(O vídeo foi editado para preservar as identidades dos funcionários)

Tentei filmar o nome da funcionária no crachá, mas nesse momento o celular foi subtraído da minha mão. O gerente da loja assistiu a tudo sem falar nada. Somente quando ameacei chamar a polícia é que o meu aparelho foi devolvido.

A tela do meu aparelho ficou quebrada e no mesmo dia entrei em contato com a empresa e fiz um post no Facebook:

RESPOSTA DA OUVIDORIA DO PÃO DE AÇÚCAR

Fiz um B.O. relatando ocorrido dentro da empresa e entrei em contato com a Ouvidoria relatando o caso. Ofereci o vídeo para que eles assistissem, mas me disseram que não era necessário, Me foi pedido o número do meu CPF e também do meu celular. Passei. Aí fui informado que eles não gostariam de assistir o vídeo e também que o gerente da loja entraria em contato comigo via telefone.

Oi?

Informei que não gostaria que o gerente da loja tivesse acesso ao meu número pessoal e muito menos me ligasse. A Ouvidoria me ligou e tive a seguinte resposta:

Ou seja, nós clientes, temos que ficar atentos aos valores cobrados no caixa, pois a empresa “não tem braços suficientes para garantir a troca dos valores”.

Sim, deixei de ser cliente do Pão de Açúcar, um lugar de gente feliz.  

Também entrei em contato duas vezes com a Assessoria de Imprensa da empresa e, após insistir, fui informado que o meu caso ainda está sendo avaliado internamente.

Atualização: A área de Relacionamento Com o Cliente me ligou e pediu desculpas em nome da rede. Se ofereceram pra pagar a tela quebrada do meu celular e esperam que eu retorne na loja para ter uma experiência mais agradável.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *