A State University of Gorontalo, na Indonésia, anunciou que pretende identificar e converter os seus estudantes gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros. Para isso, utilizará uma equipe de vigilância especial e, depois de identificados, os alunos passarão por um aconselhamento ou terapia.

 

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“Este processo de identificação não será fácil, mas não podemos simplesmente deixar que estudantes do sexo masculino usem gloss ou batom no campus”, disse Syamsu Qamar Badu, o reitor da Universidade.

Para Badu, a universidade e o que ele chama de programa de civilização poderá “normalizar o comportamento inadequado desses estudantes”.

O ano de 2016 tem sido trevoso para a comunidade LGBT do país, desde que um grupo de acadêmicos, líderes religiosos locais e funcionários do governo se uniram para apresentar um projeto que criminaliza a homossexualidade. 

 

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Desde então, a violência e perseguição contra a comunidade tem aumentado drasticamente na Indonésia. Está terminantemente proibido que as novelas ou filmes apresentem personagens LGBT e os apps de encontros foram desabilitados.

A perseguição é tão apavorante que um casal gay chegou a ser preso após postar uma foto se beijando no Facebook, segundo esta matéria publicada na Inglaterra. O policial ainda alegou que “O casal admitiu o beijo e que a foto foi feita para provar o seu amor”.

 

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