Parece que algumas mídias tradicionais, ao não se mostrarem tão imparciais  durante os últimos acontecimentos políticos (ou nos últimos 40 anos), têm enfrentado certa dificuldade ao convidarem intelectuais para darem entrevistas.

Se até alguns anos atrás poderia ser considerado uma honra o convite para dar uma entrevista para a Rede Globo ou para a Folha de S. Paulo, atualmente, parece que o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo as coisas mudaram.

Recentemente, o cientista político Reginaldo Nasser recusou um convite para dar uma entrevista à GloboNews alegando que o canal…

PicMonkey Collage

… além de não fazer jornalismo, incita a população ao ódio.

Talvez ele se refira as gravações ~vazadas~ da conversa entre o ex presidente e a atual presidenta da república que foram divulgadas em horário nobre no Jornal Nacional. Vale lembrar que o juiz Sérgio Moro determinou sigilo sobre as planilhas da Odebrecht. As tais planilhas citam um grave esquema de corrupção envolvendo mais de  200 políticos. Entre eles, Geraldo Alckmin (teria recebido R$ 18,6 milhões), José Serra (R$ 7 milhões) e Aécio Neves (R$ 5,5 milhões).

E qual foi a cobertura do Jornal Nacional?

bonner-globo

O Jornal Nacional não vai divulgar os nomes dos políticos listados. E o motivo é simples: além de a polícia não saber ainda se [os políticos] cometeram alguma ilegalidade, a lista inclui mais de 200 pessoas de todos esses partidos. Não faria sentido escolher uns e omitir outros, e o tempo não nos permitiria divulgar todos”, – Bonner, William. 

Já nesta terça-feira, 22 de março, o historiador da Universidade de São Paulo (USP), Rafael Marquese, recusou um pedido de entrevista feito por uma repórter da Folha de S. Paulo:

eita

Ele alegou que “Poderia falar com você com todo prazer, mas não para a Folha de S. Paulo: ver meu nome impresso nela, nesse golpismo desenfreado, sem chance”.

Cá entre nós, não é preciso ser intelectual pra sacar que a imparcialidade não é o forte de alguns meios de notícias. Aqui neste link você pode ver que nem mesmo Sinai Sganzerla, a filha do falecido cineasta Rogério Sganzerla, topou ceder imagens de filmes para a Fundação Roberto Marinho. Leia a resposta na íntegra:

Pelo momento político que estamos vivenciado no Brasil, estimulado pelas organizações Globo (mesmo grupo da Fundação Roberto Marinho) que apoiou o Golpe de Estado em 1964 e também realizou diversas manipulações eleitorais, e pela atual posição que o jornalismo da empresa vem desenvolvendo, principalmente nos últimos dias, não iremos licenciar os trechos dos filmes do meu pai (“Sem Essa Aranha” e “Copacabana Mon Amour”) para a Fundação Roberto Marinho. Não desejamos vincular a obra de Rogério Sganzerla com uma instituição que estimula a violência e o desrespeito a democracia”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *