Isabela, 31 anos, é mãe de Antônia, 3 anos e meio.


“Sempre digo que parece que minha filha está comigo desde que me entendo por gente. Penso que ela guarda ali dentro dela todos os meus segredos. Essa companhia insubstituível e o amor incondicional que pulsa dentro de nós transforma o ato de ser mãe em algo divino e mágico. O melhor de ser mãe é viver esta magia em todos os segundos da vida. É poder respirar um amor imutável”, disse Isabela num papo com o Eaí?¿.

Abaixo, uma postagem na sua rede social sobre ser mãe solteira.

“Fui casada durante alguns anos. Nós escrevíamos, compúnhamos, tocávamos, nos divertíamos, éramos amantes da arte. Nós tínhamos muito em comum, inclusive a falta de aptidão para a rotina. Dessa união, para nossa sorte, nasceu uma linda e criativa criança. Sempre a que vejo penso ‘O pai dela tinha que ser ele mesmo‘.

Mas os relacionamentos acabam. Muitos deles. Acabam porque o dia a dia corrói o amor. Porque têm que acabar. Porque as asas doem quando presas. Acabam porque acabam. Ponto. Então, automaticamente, viramos ‘mãe solteira‘.

As pessoas olham para você e pensam ‘Olha, uma mãe solteira!‘. Como se fôssemos uma espécie em extinção. Como se estivéssemos desenhando búfalos dentro de uma caverna à espera de um macho com um pedaço da carne para o jantar. Mal sabem que ‘mães solteiras‘, ‘mães casadas‘, ‘mães prostitutas‘, ‘mães homossexuais‘, ‘mães presidiárias’, continuam sendo mães.

E tem que ter muito peito para tomar a decisão de pegar o filho no colo e sair para o mundo. Porque é muito mais cômodo viver uma vida de mentira e manter as coisas no lugar. Conheço pencas dessas ‘mães pseudocasadas‘.

Afinal, qual o problema em ser ‘mãe solteira’? O pai agora também não é um ‘pai solteiro’? E se a “mãe solteira” começa um relacionamento as pessoas acham que ela ‘teve sorte’, porque o cara ‘assumiu‘ o filho. Esquecem que o filho tem um ‘pai solteiro‘ e que ela nunca deixou de ser mãe e cuidar impecavelmente da criança? E que, se ela está com aquele cara, é porque gosta dele? Só. Simples. Didático.

Mas as pessoas acham que as mulheres dependem de um homem para viver, para respirar, para comer, para andar. Tudo babaquice social. Ninguém depende de ninguém. A não ser a criança, que depende da ‘mãe solteira’, da ‘mãe com namorado’, da ‘mãe com amante’, da ‘mãe drogada”, da ‘mãe evangélica’, da ‘mãe traficante’, da ‘mãe milionária’, da mãe”.

 

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