A política tende a dividir os eleitores (e leitores), mas ultimamente este separatismo (e até fanatismo) tem se tornado uma histeria coletiva. As pessoas estão vivendo num mundo maniqueísta onde tudo se divide em apenas duas partes, o bem contra o mal, a esquerda contra a direita, o mortadela contra o coxinha, o esquerdopata contra o coxa e por aí vai.

Se você reparar bem, parece uma briga com um vocabulário infantil e pouco construtivo. Na verdade, quase toda discussão política não tem argumentos sólidos, pois tudo gira na base da troca de ofensas.

 

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Quando o meu candidato é indiciado na Lava Jato, eu me calo nas redes sociais. No máximo posto uma foto do meu almoço no Instagram. Mas quando o seu candidato recebe a Polícia Federal na porta de casa, aí eu curto, comento e compartilho efusivamente querendo comprovar o quanto eu estou certo e você (que pensa diferente de mim e tem outro partido) está errado. Percebeu a cilada? 

Estamos vivendo um momento seletivo, surdo e praticamente cego. Lemos, mas só entendemos aquilo que queremos acreditar. E pior, estamos perdendo a humanidade por causa do fanatismo político. Dá uma lida nesta matéria e veja que tem gente achando que R$ 14,26 vale mais do que uma vida.

E neste fogo cruzado, nem a imprensa escapa. Neste sábado, dia 22 de outubro, a revista VEJA foi chamada de “braço da esquerda” por um dos leitores. O motivo foi por mostrar em sua capa o candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, sendo preso nos anos 90.

 

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