Tem um caminhão com centenas de bolsas de sangue percorrendo as ruas de São Paulo. Esta ação é promovida pela agência África e o All Out, um movimento global de defesa dos direitos LGBT, mas que interessa pra todo mundo, não importa a orientação sexual, afinal, todo mundo pode precisar de um doador.

 

 

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A MENSAGEM

“O Brasil desperdiça mais de um caminhão cheio de sangue todo dia por puro preconceito”.
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Todo sangue colhido em bancos públicos é obrigatoriamente testado para que haja a identificação de qualquer tipo de vírus, como o HIV ou HCV (Hepatite tipo C). Em caso positivo, eles são descartados. Mesmo assim, se você for doar sangue, uma das perguntas do questionário será:

– Você praticou sexo com homens homossexuais nos últimos doze meses?

Caso responda que sim, o seu sangue será negado. Tchau, obrigado, pode ir pra casa. Isso porque a portaria 2712 do Ministério da Saúde, de dezembro de 2013, determina que homens que se relacionaram sexualmente com outros homens nos últimos 12 meses são inaptos para serem doadores. E casa uma mulher transe com um homem gay, ela também não pode ser doadora.

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 A campanha também lançou uma ação com uma plataforma online, disponível em três idiomas, na qual gays, bissexuais ou héteros possam se declarar como doares virtuais. Isso evidencia a quantidade de sangue que seria aproveitada (salvando vidas) caso não houvesse esta proibição.

Sobre a All Out

Em 75 países é crime ser gay. Em 10, pode custar sua vida. A All Out é um movimento global pelos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e pessoas trans (LGBT). Sua missão é construir um mundo onde ninguém tenha de sacrificar sua família ou liberdade, sua segurança ou dignidade, por ser quem é ou amar quem ama.

PORTARIA 2712 DO MINISTÉRIO DA SAÚDE  

“Art. 64. Considerar-se-á inapto temporário por 12 (doze) meses o candidato que tenha sido exposto a qualquer uma das situações abaixo:

IV – homens que tiveram relações sexuais com outros homens e/ou as parceiras sexuais destes”.

AGORA VEJA A IRONIA

“Art. 2º, § 3º Os serviços de hemoterapia promoverão a melhoria da atenção e acolhimento aos candidatos à doação, realizando a triagem clínica com vistas à segurança do receptor, porém com isenção de manifestações de juízo de valor, preconceito e discriminação por orientação sexual, identidade de gênero, hábitos de vida, atividade profissional, condição socioeconômica, cor ou etnia, dentre outras, sem prejuízo à segurança do receptor.”

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